Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ah! Se a Moda Pega...

Eu gosto de contar estórias antigas. Também gosto de comparar os episódios atuais com os passados. Deve ser coisa da idade. Então vamos lá: vou fazer as duas coisas num post só.
Foi no ano de 1990, eu estava em Porto Alegre a serviço e soube que Leonel Brizola estava no aeroporto Salgado Filho retornando ao Rio de Janeiro depois de votar no primeiro turno da eleição presidencial, a qual perdera - Lulla e Collor passaram ao segundo turno. Alguns colegas, entre eles um brisolista fanático, me convenceram a ir ao aeroporto cumprimentar o caudilho. Nunca simpatizei muito com o homem, mas era um gaúcho famoso e não custava nada dar um quebra costela no vivente, lá fomos nós.
Lembro com se fosse hoje o semblante alegre do velho, nos recebeu como amigos, e eu, fingindo ser brizolista lasquei: - Não deu né Doutor? E ele, olhando dentro dos meus olhos respondeu: As vezes, perdendo também se ganha, guri!
Só fui entender a resposta dois anos depois, quando, no episódio do impiche do Caçador de Marajás, Brizola ficou ao lado de Collor.
E porque Brizola foi um dos poucos políticos a defender Collor naquele momento? Porque ainda almejava ser presidente do Brasil, e temia que fizessem com ele o que fizeram com Collor.
Mais ou menos o que está acontecendo agora, quando alguns países do sul do mundo -  casualemente aqueles com aspirantes a ditadores no comando - tentam intervir num país soberano, que destituiu seu presidente seguindo os trâmites constitucionais. Se a moda pega, não vai sobrar nenhum tiranete pra contar a história. Alias, nestes mesmos países não faltam motivos nem artigos constitucionais para depor seus atuais mandaletes. O que falta é oposição, e como diria Collor nos bons tempos: falta bago roxo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CUT incrimina Lula no TSE

Coluna de Claudio Humberto nos jornais de hoje
18/05/2010 00:00

1º de maio: nota da CUT incrimina Lula no TSE

O governo encontra dificuldades para defender o presidente Lula na ação movida pelo DEM no Tribunal Superior Eleitoral, acusando-o de propaganda antecipada ilegal de Dilma Rousseff na festa de 1º de Maio da CUT, braço sindical do PT. Em nota de 3 de maio, assinada pelo assessor Isaías Dalle, a CUT confirma que a festa foi marcada por uma retrospectiva do governo “e pela defesa da eleição de Dilma Rousseff”.

18/05/2010 00:00

Apagando rastros

A nota da CUT-PT, que incrimina Lula, já não se encontra no site da entidade e do partido, mas ainda está em páginas de sindicatos.

domingo, 2 de maio de 2010

Como fazer uma diPTadura - parte 1

Queridos parentes e amigos, vou confessar uma coisa para vocês: eu sou megalomaníaco, inofensivo é claro, mas sou.

Seguido volta um idéia: a única solução para o Brasil seria uma Ditadura, um cara só mandando - um cara legal, né?, quase um Jesus Cristo, e quem seria esta pessoa? eu, é lógico.

Dia desses estava pensando: como vou fazer para implantar minha ditadura ( no bom sentido, não vão pensar bobagens). Bom, primeiro teria que me eleger presidente seguindo a constituição, que é o modo mais rápido, fazer revolução é muito demorado. E depois? Eu começaria controlando o Poder Judiciário, que seria o primeiro a encher o meu augusto saquinho.

Pois não é que eu abro o blog do Augusto Nunes da veja.com e dou de cara com isto:

O ESTADO POLICIAL LULIANO

quarta-feira, 21 de abril de 2010 | 5:57

É, moçada! O pessoal não brinca em serviço. Em entrevista a João Carlos Magalhães, da Folha, o juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, da Justiça Federal em Altamira (PA), que concedeu as três liminares contra o realização do leilão de Belo Monte, revelou que foi, como posso dizer?, serenamente importunado por agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Leiam trechos. Comento em seguida.
(…)
FOLHA - O senhor se sente pressionado?
CAMPELO -
Recebi procuradores da AGU, da Aneel e do Ibama e, por mais de uma hora, ouvi suas alegações e fiz algumas ponderações. Mas não foi suficiente para eu modificar minha decisão. Não me sinto pressionado, mas estou incomodado com várias solicitações de agentes da Abin, que não vejo como um órgão de representação judicial. Não entendo o que eles estão inv estigando.

FOLHA - Como e quando essas "solicitações" ocorreram?
CAMPELO -
Não houve conversa com agentes da Abin. Dois agentes da Abin estiveram na subseção de [Justiça Federal em] Altamira atrás das decisões e querendo saber quando eu daria outras decisões. Ligaram várias vezes para o diretor da subseção de Altamira querendo informações sobre o teor das decisões e o momento em que eu liberaria. Pediram cópias de minhas decisões por e-mail [todas já haviam sido disponibilizadas na internet].

Voltei
Ouvida pelo jornal, a agência afirma que não fez nada de ilegal e se sai lá com um burocratês meio cretino: "A Abin possui uma equipe em visita oficial ao local com a finalidade de acompanhar a conjuntura regional e, assim, cumprir a sua missão legal. Entre as atribuições legais previstas pela lei 9.883/99 (que institui a Abin) estão a obtenção, a análise e a disseminação de conhecimentos sobre fatos e situações de imediato ou potencial interesse para o processo decisório nacional".

A Abin despache quantos agentes quiser onde quer que haja um juiz tomando uma decisão que o governo considera importante. Mas o papel do agente certamente não inclui criar perturbação que acaba chegando até o juiz. Ora, quem quer que tenha telefonado para a subseção de Altamira "querendo informações" estava fazendo um claro, inequívoco e inquestionável trabalho de intimidação. Imaginem:
— Alô, aqui quem fala é Fulano, agente da Abin.
— Olá, Agente da Abin, em que posso ser útil?
— O sr. poderia nos adiantar o teor da sentença do juiz?

Ora, isso é inaceitável. Ridículo até. Imaginem se, nos processos de privatização de estatais, no governo FHC, que também contou com guerra de liminares, agentes da Abin tivessem deixado claro aos juízes: "Estamos acompanhando tudo o que senhor faz. Estamos na área".

Isso é bem mais grave do que parece, ainda que a agência tente fazer de conta que só cumpriu uma espécie de rotina. Uma ova! Um juiz não pode ser perturbado pelo serviço de Inteligência do Estado. Cabe ao Judiciário e ao Senado uma reação à altura.

------

Pô Lula! para de copiar a idéia dos outros.