Nese momento conturbado da polititica brasileira, onde os porcos brigam entre si para dividir o poder e o dinheiro da nação, surge um dos mais lúcidos e oportunos atigos da imprensa nacional. Leiam com atenção, pensem, divulguem, reflitam. Talvez consigamos nos livrar desta corja antes que destruam o país:
02/09/2011
às 6:55
RECADO AOS PORCOS: “NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!”
Eles acham que podem tudo. E é nosso dever moral, ético, político, humano, dizer-lhes que não. É nosso dever de pais, de filhos, de professores, de alunos, de trabalhadores, de empresários, de leitores, de jornalistas. É nosso dever! Dos homens e das mulheres livres!
Se militantes políticos, mas cidadãos como quaisquer um de nós, eles podem fazer tudo o que não está proibido em lei — ou arcar com as conseqüências da transgressão. Se funcionários do Estado, podem fazer apenas o que a lei lhes permite. Num caso e noutro, é preciso que lhes coloquemos freios. Não são os donos do poder, mas seus ocupantes. E têm de dançar conforme a música da democracia e do estado de direito. Mas eles estão mal acostumados.
Porque o método da mentira deu certo uma vez, eles repetiram a dose. Porque deu certo outra vez, eles insistiram. Agora estão empenhados em transformar o engodo e a trapaça numa categoria de pensamento, num fundamento, num — e isso é o mais pateticamente ridículo — ato de resistência. Têm de ser relatados. Têm de ser denunciados. Têm de ser combatidos onde quer que se manifestem com seu falso exclusivismo ético, com sua combatividade interesseira; com suas duas morais: a que usam para incensar os crimes de seus pares e a que usam para crimininalizar a decência de homens de bem.
Criminalizaram a Lei de Responsabilidade Fiscal. E ela era boa.
Criminalizaram as privatizações. E elas eram boas.
Criminalizaram o Proer. E ele era bom.
Criminalizaram a abertura do país ao capital estrangeiro. E ela era boa.
Criminalizaram os programas sociais, chamando-os de esmola. E eles eram bons.
Não há uma só virtude que se lhes possa atribuir que não decorra de escolhas feitas antes deles — e que trataram aos tapas e, literalmente, aos pontapés.
Construíram a sua reputação desconstruindo a biografia de pessoas de bem. E acabaram se aliando ao que há de mais nefasto, mais degradante, mais atrasado, mais reacionário, mais vigarista na política brasileira. Poucos são hoje os canalhas da República que não estão abrigados sob o seu guarda-chuva, vivendo o doce conúbio da antiga com a nova corrupção. Se algum canalha restou fora do arco, foi por burrice, não por falta de semelhança. Corromperam, aliás, mais do que as relações entre o público e privado. Promoveram e promovem uma contínua corrupção do caráter.
Perceberam — e há uma vasta literatura política a respeito, que faz o elogio da tirania — que o regime democrático tem falhas, tem fissuras, por onde o mal pode se insinuar e prosperar. Corroem o princípio fundamental da igualdade promovendo leis de reparação destinadas a criar clientela, não cidadãos. E essa doença da democracia já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Estimulam movimentos criminosos, ditos sociais, ou com eles condescendem, porque isso alimenta a sua mística dita socialista — se o socialismo era essencialmente criminoso, e eu acho que era, para eles é a virtude possível para esconder seus vícios. São os porcos de George Orwell, de quem parecem simular também o cheiro. Para eles, a única coisa feia é perder. E isso significa, então, que pouco importam os meios que conduzem à vitória.
Tentaram comprar o Congresso com o mensalão.
Tentaram fraudar uma eleição com os aloprados.
Tentaram destruir um adversário produzindo falsos dossiês.
Tentam agora aprovar uma reforma política que é um escárnio à decência, ao bom senso, à inteligência, à racionalidade. E tudo porque não estão aí para aperfeiçoar os instrumentos do estado do direito que tornem cada homem mais livre, mais senhor de si, mas independente do estado. Eles querem precisamente o contrário. É por isso que “ele” já se disse o pai do Brasil e anunciou que elegeria a mãe. Não é o amor filial que os move, mas o vocação para o mando. Querem um país de menores de idade: de miseráveis pidões, de trabalhadores pidões, de empresários pidões… Até de jornalistas — e como os há! — pidões! E eles odeiam os que não precisam pedir, rastejar, implorar. Acostumaram-se com os mascates de elogios, que têm sempre um “bom negócio” para arrancar um dinheirinho dos cofres públicos. Compram consciências e consideram que os que não se vendem só podem ter sido comprados pelos adversários. Esqueceram-se de que são eles a bênção para os que se vendem porque sempre podem pagar mais.
Estão em toda parte! São uma legião! Realizam a partir desta sexta-feira um congresso partidário, que se estende até domingo. Aproveitarão a ocasião para fazer um desagravo a um dos seus, aquele que se tornou notável, aos 14 anos, segundo testemunho do próprio, porque roubava as hóstias da igreja. Que têmpera corajosa já se formava ali! Até hoje, ao comungar, lembro da minha meninice e colo o Santo Pão no céu da boca. Temíamos, os muito jovens, que o corpo de Cristo sangrasse. Ainda não entendíamos a Transubstanciação da Eucaristia, mas já tínhamos idade para saber que não se deve roubar. É um dos Mandamentos da Lei de Deus! E deve ser um dos mandamentos da lei dos homens. Em qualquer idade.
O ladrão de hóstias pretende ser hoje um ladrão de instituições cheio de moral e razão. Mais do que isso: quer dar à sua saga uma dimensão verdadeiramente heróica. Se, antes, pretendeu ser o paladino da liberdade contra a ditadura, numa história superfaturada, apresenta-se hoje como o paladino da ditadura contra a democracia. O herói é um lobista de potentados da economia nacional e global e reivindica o direito de ter como subordinados homens de estado — cuja conduta é regulada por princípios de ética pública —, com os quais pretende despachar num governo clandestino, paralelo, que se exerce em quartos de hotel, numa espécie de lupanar institucional.
E vilã, na boca e na pena daqueles que tentaram comprar o Congresso, fraudar eleições e destruir adversários, é a imprensa livre, que faz o seu trabalho, que vigia a coisa pública, que zela pelos bons costumes da República — aqueles consubstanciados na Constituição. Querem censurar a imprensa. Querem eliminar a oposição. Querem se impor pela violência institucional. Como os porcos! Aqueles passaram a andar sobre duas patas para imitar seus antigos inimigos. Estes não têm qualquer receio de andar de quatro, escoiceando vigarices, para homenagear os amigos.
Mas não passarão!
Não passarão porque a liberdade de imprensa lhes diz: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque as pessoas de bem protestam: “Não, vocês não podem!”
Não passarão porque a decência se escandaliza: “Não, vocês não podem!”
E por isso eles estão bravos e mobilizam seus sicários na rede. Começam a perceber que o movimento ainda é tímido, mas é crescente. A cada dia, surgem evidências de que suas mentiras perdem vigor, de que suas falcatruas perdem encanto, de que seus crimes buscam mesmo é o conforto dos criminosos, não o bem-estar da população.
Não, eles não podem!
Não calarão a imprensa livre!
Não calarão os homens livres!
Não calarão os fatos.
Agora é a eles que me dirijo, que leiam direito e escutem bem:
“NÃO, VOCÊS NÃO PODEM!!!”
Entre outras coisas, não podem porque estamos aqui.
Por Reinaldo Azevedo
Tags: democracia, estado de direito
"Me chamam de Boca Braba, mas eu, nem brabo não fico / Não desfaço quem é pobre nem adulo quem é rico / Quando gosto eu elogio, quando não gosto critico / E onde tem 'galo cantando', eu vou lá e quebro-lhe o bico." João de Almeida Neto
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Uso Correto da Pilcha
Uso correto da Pilcha
Como é bonito chegar no “fandango” e se deparar com peões e prendas, devidamente trajados (pilchados)!
Entretanto, é cada vez mais comum o uso indevido ou incorreto da pilcha. Embalados pelo “tchê music” peões e prendas, se é que assim podem ser chamados, aderem a práticas estranhas a tradição gaúcha. Como exemplo disso está o uso do lenço por dentro da gola da camisa, camisas com estampas chamativas, uso de chapéu em locais cobertos (salão de baile) etc.
Enfim, seja por desconhecimento ou por desrespeito aos modos da vestimenta tradicionalista, é importante ressaltar que o “estilo” conservador e moderado deve ser preservado e seguido a risca por todos os adeptos ou simpatizantes da tradição gaúcha.
A seguir, serão apresentadas algumas dicas sobre a indumentária gaúcha, a iniciar pelo traje do peão, ficando o traje das prendas destinado à uma outra oportunidade.
O Chapéu
Na década de 1950 o chapéu era uma peça extremamente importante na vestimenta. Como regra de etiqueta, respeito ou “modos”, sempre que se adentrava em um recinto era de “praxe” a retirada do chapéu.
Embora o uso do chapéu tenha diminuído ao longo dos anos, as regras permanecem.
Não é diferente no que se refere aos costumes gaúchos.
O uso do chapéu em bailes/fandangos não é admitido. Nos bailes/fandangos de “gala” (o mais lindo de todos) nem mesmo é permitida a entrada do vivente usando chapéu. Além disso, o uso do chapéu em baile de CTG é visto como falta de respeito ao patrão do CTG.
Por fim, segundo orientações do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG é proibido o uso de boinas ou bonés.
O Lenço
De início, cabe deixar claro que o lenço é usado em volta do pescoço do lado interno da camisa. Somente a gravata é usada por dentro da gola da camisa!
Outro fator importante é lembrar que somente se usa lenço quando se esta vestindo a camisa de manga comprida. Nunca com camisa social de manga curta ou de gola pólo.
O lenço pode ser usado com “nó” ou com “passador” (espécie de anel). No primeiro caso, deve-se procurar manter uma medida de 25cm a partir do nó. Já quanto usado o passador essa medida é de 30cm.
Quanto a cor, o MTG determina que seja vermelho, branco, amarelo, azul, verde ou carijó (espécie de xadrez), nas cores já mencionadas e ainda em marrom e cinza.
O lenço na cor preta é usado apenas em casos de “luto”.
A Camisa
A camisa não pode ser de um tecido transparente ou que fique transparente com o “suor”. Não é preciso explicar o motivo.
Deve ser de “gola” social, abotoada tanto no peito (até próximo do pescoço) quanto nas mangas. Além disso, pode ser lisa ou riscada, porém é importante que seja de cor “sóbria” (discreta).
As camisas de gola pólo ou de malha somente devem ser usadas em situações informais, de lazer ou na lida campeira. NUNCA COM LENÇO.
O Colete
Nunca usar com paletó. Não deve ter mangas e nem tampouco gola. Deve ter botões na parte da frente a uma fivela de regulagem nas costas. Usado preferencialmente abotoado. Deve ser usado em uma só cor e na altura da cintura.
Guaiaca ou Rastra
A Guaiaca é aquela que possui uma ou das fivelas frontais. Já a Rastra possui um “ornamento” geralmente em couro frontal e é afivelada na lateral do corpo.
A Bombacha
A bombacha deve ser em tecidos leves como sarja, oxford, microfibra em cor sóbria ou neutra como marrom, bege, cinza, azul marinho, verde escuro etc.
Pode ser usada lisa, listrada ou em xadrez discreto com o “cós” largo e sem alças, dois bolsos nas laterais e com punhos nos tornozelos.
Dependendo da tradição regional os favos podem ter botões, letras ou marcas.
Por último, a largura da bombacha deve coincidir com a largura da cintura. Ou seja, um peão que usa Bombacha n.º 40 usará uma bombacha com 40cm de largura nas pernas. A idéia é que a bombacha não fique justa, pois não deve se confundir com uma calça.
A bombacha deve ser usada por dentro das botas!
A Botas
As botas devem ser na cor preta ou marrom independentemente do tom. Pode ser lisa ou de fole, sendo que no caso da lisa a altura do cano vai depender da região.
As Esporas
Não se usam esporas em bailes ou fandangos. Imagine o vivente dançando uma rancheira. Com certeza vai dar peleia!
Por fim, cabe destacar que as chiripas, botas garrão de potro, esporas, lanças, adagas, boleadeiras e dentre outros devem ser usado apenas em apresentações artísticas épicas.
Ficamos por aqui... Sugestões, críticas, elogios ou mesmo alguma complementação serão bem vindos.
Um grande abraço campeiro e até a próxima!
Notícia Postada em 04/06/2011 por: Elizandra Moura
Fonte: Rádio Vento Norte http://www.radioventonorte.com.br/
Como é bonito chegar no “fandango” e se deparar com peões e prendas, devidamente trajados (pilchados)!
Entretanto, é cada vez mais comum o uso indevido ou incorreto da pilcha. Embalados pelo “tchê music” peões e prendas, se é que assim podem ser chamados, aderem a práticas estranhas a tradição gaúcha. Como exemplo disso está o uso do lenço por dentro da gola da camisa, camisas com estampas chamativas, uso de chapéu em locais cobertos (salão de baile) etc.
Enfim, seja por desconhecimento ou por desrespeito aos modos da vestimenta tradicionalista, é importante ressaltar que o “estilo” conservador e moderado deve ser preservado e seguido a risca por todos os adeptos ou simpatizantes da tradição gaúcha.
A seguir, serão apresentadas algumas dicas sobre a indumentária gaúcha, a iniciar pelo traje do peão, ficando o traje das prendas destinado à uma outra oportunidade.
O Chapéu
Na década de 1950 o chapéu era uma peça extremamente importante na vestimenta. Como regra de etiqueta, respeito ou “modos”, sempre que se adentrava em um recinto era de “praxe” a retirada do chapéu.
Embora o uso do chapéu tenha diminuído ao longo dos anos, as regras permanecem.
Não é diferente no que se refere aos costumes gaúchos.
O uso do chapéu em bailes/fandangos não é admitido. Nos bailes/fandangos de “gala” (o mais lindo de todos) nem mesmo é permitida a entrada do vivente usando chapéu. Além disso, o uso do chapéu em baile de CTG é visto como falta de respeito ao patrão do CTG.
Por fim, segundo orientações do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG é proibido o uso de boinas ou bonés.
O Lenço
De início, cabe deixar claro que o lenço é usado em volta do pescoço do lado interno da camisa. Somente a gravata é usada por dentro da gola da camisa!
Outro fator importante é lembrar que somente se usa lenço quando se esta vestindo a camisa de manga comprida. Nunca com camisa social de manga curta ou de gola pólo.
O lenço pode ser usado com “nó” ou com “passador” (espécie de anel). No primeiro caso, deve-se procurar manter uma medida de 25cm a partir do nó. Já quanto usado o passador essa medida é de 30cm.
Quanto a cor, o MTG determina que seja vermelho, branco, amarelo, azul, verde ou carijó (espécie de xadrez), nas cores já mencionadas e ainda em marrom e cinza.
O lenço na cor preta é usado apenas em casos de “luto”.
A Camisa
A camisa não pode ser de um tecido transparente ou que fique transparente com o “suor”. Não é preciso explicar o motivo.
Deve ser de “gola” social, abotoada tanto no peito (até próximo do pescoço) quanto nas mangas. Além disso, pode ser lisa ou riscada, porém é importante que seja de cor “sóbria” (discreta).
As camisas de gola pólo ou de malha somente devem ser usadas em situações informais, de lazer ou na lida campeira. NUNCA COM LENÇO.
O Colete
Nunca usar com paletó. Não deve ter mangas e nem tampouco gola. Deve ter botões na parte da frente a uma fivela de regulagem nas costas. Usado preferencialmente abotoado. Deve ser usado em uma só cor e na altura da cintura.
Guaiaca ou Rastra
A Guaiaca é aquela que possui uma ou das fivelas frontais. Já a Rastra possui um “ornamento” geralmente em couro frontal e é afivelada na lateral do corpo.
A Bombacha
A bombacha deve ser em tecidos leves como sarja, oxford, microfibra em cor sóbria ou neutra como marrom, bege, cinza, azul marinho, verde escuro etc.
Pode ser usada lisa, listrada ou em xadrez discreto com o “cós” largo e sem alças, dois bolsos nas laterais e com punhos nos tornozelos.
Dependendo da tradição regional os favos podem ter botões, letras ou marcas.
Por último, a largura da bombacha deve coincidir com a largura da cintura. Ou seja, um peão que usa Bombacha n.º 40 usará uma bombacha com 40cm de largura nas pernas. A idéia é que a bombacha não fique justa, pois não deve se confundir com uma calça.
A bombacha deve ser usada por dentro das botas!
A Botas
As botas devem ser na cor preta ou marrom independentemente do tom. Pode ser lisa ou de fole, sendo que no caso da lisa a altura do cano vai depender da região.
As Esporas
Não se usam esporas em bailes ou fandangos. Imagine o vivente dançando uma rancheira. Com certeza vai dar peleia!
Por fim, cabe destacar que as chiripas, botas garrão de potro, esporas, lanças, adagas, boleadeiras e dentre outros devem ser usado apenas em apresentações artísticas épicas.
Ficamos por aqui... Sugestões, críticas, elogios ou mesmo alguma complementação serão bem vindos.
Um grande abraço campeiro e até a próxima!
Notícia Postada em 04/06/2011 por: Elizandra Moura
Fonte: Rádio Vento Norte http://www.radioventonorte.com.br/
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