terça-feira, 27 de julho de 2010

O Livro Proibido - Capítulo 4

Mais um capítulo do livro que ninguém quis publicar:
Capítulo 4

A história do 'acordo criminoso' da
chapa Lula/José Alencar em 2002

A revelação dos detalhes da negociação entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Liberal para acertar a chapa Lula/José Alencar que disputaria a Presidência da República em 2002 constituiu um dos episódios mais graves da era Lula. Não teve a repercussão merecida. A verdade é que não houve entendimento político em torno de propostas para o País, nem tampouco o debate sobre um programa de governo. Tratou-se de dinheiro, apenas. De quanto o PT repassaria para o PL, a fim de obter apoio do partido ao qual era filiado o homem que Lula desejava como seu vice-presidente.
Ao denunciar o escândalo do mensalão, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, qualificou a aliança eleitoral entre PT e PL de "acordo criminoso". Ele acusou o deputado cassado José Dirceu (PT-SP) e os presidentes nacionais das duas legendas, deputado José Genoino (PT-SP) e o na época ex-deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP), que havia renunciado para se livrar de eventual cassação do mandato por quebra de decoro. Mas deixou de fora Lula (PT-SP) e José Alencar (PL-MG). Trecho da denúncia encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal), na qual o procurador-geral abordou as operações de lavagem de dinheiro com as quais o PT pagou o PL:
"De fato, consciente de que os montantes eram oriundos de organização criminosa voltada para o cometimento de crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro nacional, os denunciados articularam mecanismo para dissimular a origem, natureza e destino dos valores auferidos."
A história do acordo PT/PL quase não repercutiu porque foi revelada num dos momentos mais graves do escândalo do mensalão e acabou ofuscada pela enxurrada de... continua aqui

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A CNBB e o Aborto

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB é uma entidade civil que reúne os Bispos Católicos, não têm comando sobre temas de fé católica, isso cabe ao Papa, mas não podemos negar que a entidade tem grande influência sobre a sociedade e frequentemente assume posições sobre temas polêmicos. Um de seus bispos publicou no site da entidade um artigo recomendando aos fiéis que não vote em Dilma por ser ela uma defensora da discriminação do aborto, por seguir fielmente o que determina seu partido.
A CNBB retirou do seu site o artigo do Bispo e obrigou a diocese a fazer o mesmo. Resta a pergunta:
A CNBB é contra ou a favor do aborto?

Abaixo a íntegra do artigo, leia antes que a CNBB descubra.
No site da CNBB estava assim:

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.


Dom Luiz Gonzaga Bergonzini