sexta-feira, 11 de junho de 2010

Operador do Dossiê é investigado por corrupção

Benedito Neto, mais um que é sem nunca ter sido na campanha de Dilma, mas que já faturou mais de 400 milhões em contratos com o governo - e participou da reunião que definiu o mais recente, mas não o último, dossiê de Dilma - é investigado pelo TCU por superfaturamento em contratos com o governo através da sua empresa a Dialog. Como podemos ver na reportagem da folha - abaixo - o PT gosta de Dialogar:


Procuradoria investiga empresário ligado ao PT

O Ministério Público Federal em Brasília investiga a Dialog Comunicação e Eventos, de Benedito Neto, empresário que circulava no comitê da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT).
Benedito Neto é apontado como uma espécie de "gerente informal" do comitê e participou do encontro em que integrantes da campanha de Dilma trataram de um dossiê contra o tucano José Serra.
O inquérito da Procuradoria, aberto em 2009, apura desvios num contrato da empresa com o Ministério das Cidades, também investigado pelo TCU e pela CGU.
A Folha apurou que o TCU constatou superfaturamento de mais de 1.000% em alguns itens e o chamado "jogo de planilha" nos eventos feitos pela Dialog.
Em 2007, a Dialog ganhou uma licitação de R$ 8 milhões, chamada ata de registro de preços, feita pelo Ministério das Cidades.
Num registro de preços, outros órgãos podem contratar a empresa sem licitação para fazer o serviço pelos valores do registro. Assim, a Dialog multiplicou o valor original: só em 2009 recebeu R$ 42,2 milhões, 2.705 vezes o que recebeu em 2006 (R$ 15,6 mil).
Neste tipo de licitação, as empresas cotam itens por unidade. Nesta cotação, técnicos do TCU constataram o chamado jogo de planilha. A empresa cotou por valores muito abaixo do mercado alguns itens. Outros, com valores muito acima do mercado.
Na hora do evento, o órgão pede a entrega de alguns itens da planilha. Segundo o relatório, nos eventos investigados a maioria dos itens pedidos eram os que estavam com preços muito altos.
Um exemplo é a limpeza. A cotação da Dialog foi de R$ 72 por m2: a limpeza de um espaço de 10 m2 custaria R$ 720. O preço de mercado gira em torno de R$ 5 por m2.
Procurada, a Dialog não se manifestou.

Mais um crime: PT aceita notas frias

Segunda a Folha.com, o comitê-dossiê de Dilma usa notas frias para pagar serviços do Lanzetta - aquele que, segundo o PT, nunca trabalhou na campanha e que, segundo o PT, não trabalha mais na campanha. O PT nega até a lógica.
Comitê do PT usa notas frias para pagar sua equipe
A pré-campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) remunera jornalistas e técnicos por meio de notas fiscais frias, emitidas por uma microempresa sem funcionários, cuja sede fica num apartamento residencial, informa reportagem de Rubens Valente, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
As notas são emitidas pela Cinco Soluções, aberta em 3 de março em nome de Jeová Alves de Sousa Jr., 27, que disse trabalhar no meio publicitário, em nome da Lanza Comunicação, do jornalista e consultor Luiz Lanzetta. A Lanza é contratada pelo diretório nacional do PT, em Brasília.
Sousa Jr. negou que sua empresa funcione como simples emissora de notas fiscais. Disse que faz para a Lanza "revisão de textos jornalísticos" e, para tanto, contrata colaboradores, cujos nomes preferiu não revelar.
OUTRO LADO
A explicação de Sousa Jr. contradiz afirmações feitas pelo dono da Lanza, Luiz Lanzetta. Por telefone, de Buenos Aires, disse que não conhece a Cinco ou Jeová. "Quem é o cara? Não conheço, nunca ouvi falar."
Ele confirmou que os funcionários que trabalham para a Lanza no Lago Sul não têm registro em carteira ou
contratos como autônomos.

"Não estou contratando ninguém em carteira [de trabalho]", disse, por conta do "curto espaço" de tempo da pré-campanha, mas "tem que ter uma formalização".
"Todo mundo que tem que receber, tem que formalizar a relação. Não pago ninguém sem nota", disse.
A "formalização" seria a apresentação de nota fiscal de pessoa jurídica. Contudo, afirmou, "só não pode ser uma nota fria".
Indagado sobre o que seria uma nota fria, respondeu: "Comprar nota de empresa que não existe... Empresas que vendem notas, por aí".
Procurado, o diretório nacional do PT não respondeu às perguntas da Folha até a conclusão desta edição.
LANZA
O jornalista e consultor Luiz Lanzetta pediu semana passada o desligamento da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) a presidente. A sua empresa, a Lanza, era usada pelo PT para contratar a maioria dos integrantes da equipe de comunicação dilmista.
Ele pediu o afastamento depois de ler uma entrevista do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa à revista "Veja", acusando-o de ter proposto a montagem de um esquema de espionagem contra tucanos, Lanzetta oficializou sua saída enviando uma carta a Helena Chagas, coordenadora da assessoria de imprensa de Dilma.
Leia a reportagem completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.